Rafael Câmara já sabe com qual número vai competir quando estrear na Fórmula 1. Anunciado pela Haas na última quinta-feira (15) como substituto de Esteban Ocon a partir de 2027, o piloto pernambucano confirmou que usará o #50 em sua carreira na categoria máxima do automobilismo mundial.
Um número definido pela indisponibilidade do favorito
Em coletiva de imprensa virtual realizada após o anúncio de sua contratação, Câmara revelou que a primeira escolha seria o #5, número historicamente ligado à sua trajetória nas categorias de base. O problema é que o algarismo já pertence a Gabriel Bortoleto, compatriota que estreou na F1 e com quem Câmara compartilha trajetória semelhante no automobilismo brasileiro. Diante da impossibilidade, o piloto recorreu a uma referência pessoal para decidir o novo número.
"Acho que vamos usar o #50. A primeira opção seria o #5, mas obviamente o Gabi está usando. É o #50 porque minha data de nascimento é 5/5/2005. Falei com meu pai e ele disse #50. Faz sentido com o aniversário", explicou Câmara, deixando clara a conexão simbólica entre o número escolhido e sua data de nascimento, 5 de maio de 2005.
Um número inédito na Fórmula 1
Curiosamente, o #50 nunca foi utilizado oficialmente na Fórmula 1 desde 2014, ano em que a categoria instituiu a regra da numeração fixa escolhida pelos próprios pilotos para toda a carreira. Apesar disso, o número não é estranho ao ambiente da Haas: a equipe já utilizou o #50 em sessões de testes e treinos livres com pilotos reservas ao longo das últimas temporadas, o que trouxe certa familiaridade ao número antes mesmo de sua estreia oficial em corridas de pontos.
O caminho até a F1 e a comparação com Bortoleto
A chegada de Câmara à Haas confirma uma trajetória de ascensão meteórica nas categorias de acesso. Atual campeão da Fórmula 3, o piloto também lidera o campeonato de Fórmula 2 na temporada em curso, reunindo credenciais que reforçam a expectativa em torno de sua estreia na categoria máxima. O paralelo com Bortoleto é inevitável: o outro brasileiro também conquistou os principais títulos das categorias de sustentação do Mundial antes de ser promovido à Fórmula 1, criando um padrão de sucesso que a nova geração de pilotos brasileiros parece seguir.
Para o público brasileiro do automobilismo, a dobradinha de talentos nacionais na F1 a partir de 2027 reacende o interesse por uma categoria que já teve nomes históricos como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi. Com Bortoleto já na pista e Câmara a caminho, a expectativa é de que o Brasil volte a ter representação relevante na briga pelo grid nos próximos anos.